Editorial
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A Academia Valparaisense de Letras tem o prazer de anunciar o lançamento do edital de chamamento público 001/2024, voltado para pessoas transexuais, travestis, assexuais e não-bináries interessadas em participar de nossa coletânea literária. As inscrições estarão abertas a partir desta segunda-feira, 06 de maio de 2024, e poderão ser realizadas por meio do link: https://forms.gle/jEUjYUcdUDuEU2277.…
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Você conseguiria ler este texto enquanto escuta a canção Lucy Gray (Parte1) na interpretação de Rachel Zegler? Sei que pode dar um pouco de trabalho. Afinal, você nem queria estar aqui, assim como eu. Estamos, porque fadados ao fracasso, nos resta apenas existir. Aí a gente vai folheando alguns livros, montado uma playlist de merda…
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O autor, poeta e Academico da AVL Lucas Souza disponibilizou na Biblioteca Virtual Bernardo Elis seu mais recente livro de poesia, intitulado “Cerratensis”. A obra é fruto de um projeto aprovado pela Lei Municipal Paulo Gustavo de Valparaíso de Goiás e um convite poético ao deslumbramento pela exuberância do Cerrado, ao mesmo tempo em que…
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“substantivo masculino – Aquilo que tem que ser; o que acontece independentemente da vontade humana; destino, sina, vaticínio, oráculo, profecia”. Pesquisa aí a palavra. Eu já trouxe o significado. Quer que eu faça tudo por você? Meus olhos moFADOS cheiraram cada canto desse quarto. Busquei bilhetes, fotografias, suas botas. Tentei limpar o canto da boca…
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Conto selecionado como um dos vencedores da coletânea “Breves Ficções” da Editora Litterae. Alexandre Bernardo Ontem eu rasguei minhas cartas de amor. Por que cartas de amor se rasgam em silêncio. Sem alarde. Sem toda a cena de uma comédia romântica. A pena foi eu perceber tudo isso já tarde demais. Depois de ter afastado…
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Tenho andado despenteada. Sou vendedora de palavras que não escrevi nem mesmo acredito. É uma ausência tão imensa que ocupa todos os cômodos em mim. Não consigo pensar no mar sem rever teus cachos. Não consigo me entregar à vida sem teu colo em dia de domingo. Tentando driblar a solidão, visto tuas roupas que…
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Caminhei pelo mundo dos vivos sem vida. Interagi com vivos como se viva estivesse. Meus olhos maduros de dor queriam ser verdes – metáfora bonita para falar esperança. Respirei ar puro, mas meus pulmões receberam pesada ventania. Me alimentei de sonhos. É mentira. Não sonhei coisa alguma. Dirigi como quem tem carteira de habilitação, mas…



