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“substantivo masculino – Aquilo que tem que ser; o que acontece independentemente da vontade humana; destino, sina, vaticínio, oráculo, profecia”. Pesquisa aí a palavra. Eu já trouxe o significado. Quer que eu faça tudo por você? Meus olhos moFADOS cheiraram cada canto desse quarto. Busquei bilhetes, fotografias, suas botas. Tentei limpar o canto da boca…
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Conto selecionado como um dos vencedores da coletânea “Breves Ficções” da Editora Litterae. Alexandre Bernardo Ontem eu rasguei minhas cartas de amor. Por que cartas de amor se rasgam em silêncio. Sem alarde. Sem toda a cena de uma comédia romântica. A pena foi eu perceber tudo isso já tarde demais. Depois de ter afastado…
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Tenho andado despenteada. Sou vendedora de palavras que não escrevi nem mesmo acredito. É uma ausência tão imensa que ocupa todos os cômodos em mim. Não consigo pensar no mar sem rever teus cachos. Não consigo me entregar à vida sem teu colo em dia de domingo. Tentando driblar a solidão, visto tuas roupas que…
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Caminhei pelo mundo dos vivos sem vida. Interagi com vivos como se viva estivesse. Meus olhos maduros de dor queriam ser verdes – metáfora bonita para falar esperança. Respirei ar puro, mas meus pulmões receberam pesada ventania. Me alimentei de sonhos. É mentira. Não sonhei coisa alguma. Dirigi como quem tem carteira de habilitação, mas…
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Valparaíso de Goiás, 10 de agosto de 2021 Maria, Há alguns dias, inesperadamente, você invade meus pensamentos e, cada vez mais, isso está me desestabilizando. Já quebrei alguns copos e queimei algumas receitas. Eu estou naquele processo de auto-observação, sabe? Para entender os gatilhos que me trazem você, mas está tão difícil reunir esses dados,…
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Seguem alguns textos criados durante o terceiro encontro do curso no dia 02 de março de 2024. O objetivo principal é possibilitar às participantes a oportunidade de transformar experiências pessoais em expressões artísticas e poéticas. O encontro foi conduzido pelo acadêmico César Ferreira. Palavras Recolhidas (Ou sobre pequenas expedições internas) Eu sou aquela que caminha…
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Adormeci com um cupim nos olhos. Quando acordei, ele estava na minha garganta. Tentei lavar, esfregar e ele não recuava. Estava determinado a comer o meu amor. Sabe aquele amor pelas viagens, pela vida, pela poesia? Ele estava decidido a arruinar. Ao me olhar no espelho vi só um pedaço do meu rosto; também já…



