
Ponta Negra……
terra de encantos serenos,
onde o mar embala o amor
na dança lenta das ondas,
na varanda aberta do vento,
no canto profundo das águas
que repousam no leito
do teu próprio canto.
Oh, mar de amar!
Que ousadia infinita…
Seja na noite estrelada
ou no claro do dia,
és adrenalina viva
correndo nas veias do tempo,
fazendo-me viver
e reviver
neste amor
de pura ousadia.
Tu és ousadia
em cada instante
desta imensidão sem fim
que habita meus dias
como eterna moradia.
És beleza nua,
despejando encanto,
magia
e goles secretos de alquimia
nos instantes azuis
e nas noites
de um novo amanhecer.
Outra vez aceleras
nossas mentes incendiadas
no reflexo fogoso da brisa
que mais me excita
do que o próprio mar.
Olho-te.
Vigio-te.
Desejo-te
nos espelhos das águas,
de ponta a ponta.
Oh, minha mulher,
Ponta Negra…
Que vestido é esse
que te cobre de mistério
e me embriaga de amor?
Aqui permaneço,
pastorando silêncios
no vai e vem
das tuas ondas perfumadas,
serenas, eternas.
Escuto o som antigo do mar
ecoando
na imensidão da solidão.
E nesta beleza estonteante
vivo e revivo,
a cada novo instante,
embriagado de amor
por ti,
pelo mar
e pela eterna nudez
da tua alma praiana.

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