
Os artistas nunca paramos de trabalhar, porque estamos todo instante a criar. Cuando uno se pone en estado de observación y lo entiende, lo extiende hacia todos los puntos y momentos de la vida – la vida se convierte en creación. Divina. Un regalo abrir los ojos y reír. Mirar las estrellas y caminar el espacio. Es milagroso lo que se puede hacer mientras uno respira. Eu não quero ir embora, não agora. Quero resgatar tudo que já vivi em estado de graça. Às vezes me vejo de dentro pra fora, às vezes me vejo de fora pra dentro, como se eu fosse câmera. Ainda me desconheço e me reconheço em cada passo. Em todo tropeço um aprendizado: é assim viver. Exagerar no doce, rir sem parar e então ouvir uma música em silêncio, sem ter nem mais força pra cantar. Estou re-conhecendo a alegria. Eu agradeço por poder, ainda, chorar. Alejarme de todo lo que me hace mal. Le pido a quien me guía, a los ángeles y exús, caboclos, gitanos y elementales, que alejen de mí a aquellas personas que no me quieren bien. Que me enseñen a cultivar buenas amistades, que traigan cerca a los que me hacen bien. Les pido que me den coraje para vivir, que yo tenga buenas historias que contar. Que sepa compartir mi tiempo y espacio con todos los seres que también lo hacen sin nada recibir a cambio. Que me den sabiduría para discernir lo bueno de lo malo, la verdad del engaño. Que a vida seja possível para quem quer que esteja aqui. Peço que os malandros cheguem até você e te mostrem o caminho para driblar a morte. Sei que te carrego dentro – sinta o ar entrar e sair numa gargalhada sem fim.
Quero ser quem sou, quero me ver como tantos me veem: olhos de generosidade e deslumbramento perene. Tudo o que fui converge no que sou hoje, aqui, neste quarto de infância e juventude. Tudo o que serei aponta para a raiz mais profunda de minha existência: é a natureza a fonte do que há. Que todo mal venha com aprendizados, e que a bondade seja maior do que a vontade de desistir. Que eu saiba olhar, e ver bênçãos no caminho. É de leveza, é de verdade esta vida. Só agora vejo. É pra valer, não é brincadeira, não, apesar de ser. É divertida e dolorida, caos colorido. Vermelho rojão, chuva rosa e uma expectativa que nunca solta a mão. Me disseram que era nossa última vez aqui. Já tenho vontade de voltar, de reaprender e ver mais. Que história tenho pra contar além da minha? Quando eu morrer, podem fazer o que quiser com meus restos. Enquanto tô aqui, quem decide sou eu. Se coloco sal ou jogo no chão. Eu vou, eu já estou, já sou muito e um pouco de tudo que quero ser. Bênção e maldição – é vida. Respira, meu irmão. E caminha.

Deixar mensagem para deboraiglesias Cancelar resposta