
Esparramada na dor eu entrego a minha poesia a alguma puta que a pariu. Se aninha aqui e acolá uma raiva que rasga a sanidade. Eu grito entre dentes cerrados enquanto aos olhos outros aparenta ser sorriso.
Tenho esperança de me afogar durante o banho. Tenho fé de que escorrerei pelo ralo. Eu tenho raiva. Entrego a minha poesia, porque ela não serve para trazer você de volta. Recebi promessas vãs desse “poder” poético. Devolvo-o, então, a alguma puta que o pariu.
Sinto que meus olhos definham mesmo sem miopia. Tenho enxergado mais do que queria. Tenho visto você em tudo. Eu tenho raiva. Eu, que recebi promessas de eternidade devolvo-as para alguma puta que as pariu.
Fé! Fé! Essa porra toda vai passar. Vai passar para quem? Para os que me rodeiam? Para mim, será sempre uma ferida aberta em putrefação. E eu não vou devolver a nenhuma puta que a pariu. Deixa aberto aqui. Eu mereço. Vou tocar todos os dias nessa carne exposta. Eu mereço. Eu queria mesmo era voltar pro útero que me pariu. Talvez não ser parida. Deus, você é um grande brincalhão! Posso mandá-lo para…

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