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Escrevência – Produção das participantes – Dia 1

Textos poéticos e reflexões sobre o tempo, amor, solidão e ilusões são compartilhados neste encontro artístico liderado por Alexandre Bernardo. Diversidade e criatividade em destaque.
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Mais nada…

As luzes se apagamAlgo é certo. Nada existiu ou será minha menteque me prende ao último fio esquecido de mim que a dor não destruiu.As luzes se apagam..A alma se encontra, dilacerada. Os pensamentos voam soltosAs palavras se calamNão mais me encontro no outroAs luzes se apagam agarro me ao nadaRefaço-me em traumasA dor que…
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A Obsessão do Capataz

Escravo capataz obcecado por seu senhor, Tiburcio, executa ordens terríveis e delira pelo mato.
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PONTE-aguda

Grande feito 1200 metros, larga em 24, alta em 62, marcante feito tráfego de 50k quatro rodas por dia. Não paguei pedágio, mas me custou caro. Seis vias, cruzamentos, lago. Paralela à arte; antagônica à vida. Vislumbre num dia de sol, arquitetura pagã. Dor grande feito murro em ponta de faca. Já te apreciei. Já…
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Tétis

Invoquei Tétis, Enki, Anuket, Oxum, Poseidon, Aegir, Chalchiuhtlicue, Kanaloa. Li Caio Fernando de Abreu, Clarice e Bukowski. Implorei a Freud, Chico, Nietzsche e a todos os santos que imprimem letrinhas no papel. Convoquei os Erês, Caboclos e Exus. Éramos muitos e todos naquela noite chuvosa. O coração não batia; cavalgava. Pernas em descompasso que se…
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Mudanças

Alexandre Bernardo Não esperava o mal acontecer. Afinal cada novo dia vem sempre com aquela maldita ideia ilusória de que tudo irá se resolver. Mentiras. Emaranhado de mentiras que tenta te tragar ao dizer que o mundo é teu e és livre. O tempo é teu amigo e Chronos te faz bem ao te envelhecer.…
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Dadaísmo

Minhas lágrimas correm silenciosas. Meus olhos embaçados avistam um cenário dadaísta. Entreteço rimas que transcendam a dúvida. Avisto uma miragem distante, um reflexo sem o calor tão ansiado. As minhas lágrimas agora entoam a melodia do adeus. É uma dança quase magnífica, amarga e doce ilusão. [16:34, 18/12/2023] Dry: eu apostei nos números. No amor,…
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…dia!

As seis da manhã abriu os olhos, que estavam grávidos de areia, o Senhor dos sonhos tinha soprado na madrugada. Depois de uma longa espreguiçadeira, sentou na cama, calçou os chinelos de borracha… suspirou fundo e levantou… deu dois passos e pensou que aquele dia seria o melhor de todos!! Já no carro a caminho…
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Foi pelos céus ou pelos homens?

Amanhecia naquela parte esquecida da não tão mais formosa terra de seu povo e era a hora em que Seu Joaquim acordava. O corpo, antes rigidamente imóvel na cama, dava os primeiros passos em direção ao quarto de Divina. A mulher sempre, e por ainda mais vezes, se atrasava para acordar. Às 6h, ele já…

