Dry Neres

  • Dadaísmo

    Dadaísmo

    Minhas lágrimas correm silenciosas. Meus olhos embaçados avistam um cenário dadaísta. Entreteço rimas que transcendam a dúvida. Avisto uma miragem distante, um reflexo sem o calor tão ansiado. As minhas lágrimas agora entoam a melodia do adeus. É uma dança quase magnífica, amarga e doce ilusão. [16:34, 18/12/2023] Dry: eu apostei nos números. No amor,…

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  • Rio que corre pra dentro

    Rio que corre pra dentro

    Miocárdio inflamado, agudo, cinzento. Cálculo renal dói, mas você já sofreu de amor? Bebi um vinho barato em uma mesa qualquer, porque preciso desbloquear novos vícios além de você. Posso te escrever pela última vez? Me decompor. Miocárdio inflamado arde. Peito aberto em dó. Vou comprar flores só pra não te entregar. Enquanto não chega…

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  • PARANOIA

    PARANOIA

    Inunda-me essa substância aquosa de sal. Desfibriliza. Eu tô doente e caótica. Tudo dói. Eu não consigo controlar a enxurrada enquanto movimento os braços em ato de conduzir um veículo automotor. Aciono o limpador de parabrisas, mas ele é só ali pra fora. Chove dentro de mim. E fora também. Chove fogo aquoso. Dói tudo…

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  • 915,7

    915,7

    A astrologia me avisou que eu te amaria. Ignorei. Minha Vênus em Gêmeos não me permitiu ser sagaz. Você tem isso no Sol e Ascendente e sei lá onde mais. Eu cultuei você. Ignorei. Eu, mar. Você, ar. Áries me alertou. O Sol em Câncer quis teimar, queimar. Foi um caminho longo. Te fiz altar…

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  • Artesania de colo de mãe

    Artesania de colo de mãe

    Soma dos opostosImprovávelTeoria da (IN)voluçãoA pedra, a mala e o sonhoEu fico, você parte em romariaBorboleta Efeito de desencontrosConheço-te desconhecendo-teCaos da TeoriaPitágoras de TeoremaJejum intermitente versus open barPoesia bucólica e modernistaArtista e obraArtesania de colo de mãeReza de liberdade com medo, em tropeçoBusco ser flecha em alvo não definidoSorriso em guerra buscando pazOu paz em…

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  • Nem sempre é sobre água

    Nem sempre é sobre água

    Tem um mar de dentro que se forma em mim todas as vezes que invento de fazer as lágrimas correrem ao contrário.Inunda no peito o afogamento de mim. Nado em lavas quentes de fogo-água-claustrofóbica. Sinto os órgãos internos nas mãos; mas, o que faço se não sou cirurgião-poeta? A inabilidade de conduzir água-vida aos órgãos…

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  • [11:33, 03/10/2023]

    [11:33, 03/10/2023]

    Aqui, tem fragmentos nossos. Tem teu timbre quase amargo em despedida; tem tuas veias que se misturam no meu sangue-poesia; tem neblina quente em chuva fria-nublada; tem sempre nós em cada ladrilho, esquina, risada. Não tem jeito não, meu amor. Meu peito quer em ti, morada. Meus olhos buscam em ti, abismo. Eu salto, encharco.…

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