
As grades não podem prender o meu olhar
Que sempre olha para fora, para o mar
O mar, o lar
O cheiro de sal e amor
O som das ondas e ventos
O sol da manhã e do fim do dia
A lua que beija as águas no horizonte
Não, nada pode prender o meu pensar
Que vaga em terras estranhas e misteriosas
Que busca a magia das magias talvez perdida talvez esquecida
Do umbral ao mais alto nível celestial
Do profundo da mais densa floresta ao desterro do mais vasto deserto
Minha alma vagueia buscando o fantástico, o inusitado
No silêncio do olhar das almas perdidas
A bruxa voa em sua vassoura mágica
De onde despeja o pó da sabedoria e a fagulha do pensamento libertador
O coração de cada mulher que dorme, pulsa e sente
As grades não podem nos domesticar.
Débora Iglesias

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