Débora Iglesias

O caos
O corvo é o caos
E eu sou o corvo
Que na hora da morte
Grita o grito que nos assombra
O olho arrancado
O odor do medo
O caos
E o caos da mosca
É normal para aranha
O alimento
E eu sou a aranha
Que arranha a jarra
No escuro
E dentro está escuro
E fora a luz morta de um sorriso
E o pranto escondido
Aos olhos de todos
Onde ninguém percebe
O caos

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