
Cada ferida faz uma cicatriz, assim como cada dor faz um soluço ou um suspiro.
Cada alegria faz um sorriso, assim como cada vitória faz um grito ou uma gargalhada.
Cada pedaço da vida faz um caminho, assim como cada estrada faz um percurso. E cada dia de vida é um retalho e cada retalho faz uma emenda ou um remendo, dependendo de onde se costura.
A vida não te convida, como dizem alguns poetas, ela te obriga, te impõe. Mas cada imposição da vida, faz uma oportunidade ou traz uma escolha.
Eu? Escolho viver, sempre. Por mais que doa, depois da dor vem o alívio e depois da chuva o arco-íris. Clichês, é óbvio. Mas só são clichês se você deixar a vida fazer e acontecer. Não é a vida que acontece, é você.
A vida bate, joga você do ninho e te obriga a voar, nadar, correr, saltar, andar e até parar. Ela dita as regras e no fim, não é sobre vencer, mas sobre resistir.
Porque é sobre o quanto você aguenta, já que o cume mais alto, mais difícil de escalar, também dá a melhor visão e a mais bela vista. Então, o que você vê depende do seu esforço e do quanto você consegue subir.
A valsa mais longa, faz as saias rodarem no salão até formarem os mais lindos desenhos. Mas só se vê do alto. Quem dança apenas transpira e prossegue.
O melhor, mais belo, mais intenso, mais desejado, só se mostra depois das lutas mais árduas e das pancadas mais doloridas.
Então, a pergunta é: Será que depois de tudo você entende que tem que enxugar as lágrimas para enxergar a beleza?
Será que o tempo passando te ensinou que as duras lições não são para a carne, mas para o espírito?
Então venha, senta aqui ao meu lado, chora, se quiser, já que as lágrimas vêm da dor e do prazer, do amor e do ódio, da emoção e do desespero. As lágrimas fazem de nós seres viventes.
Mas, quando tudo silenciar, contemple e se deleite com a vida.
Débora Iglesias

Deixe um comentário