O guarda-chuva

Nestes dias de chuva,
Vem o tempo dividido pelos passos
Tic-tac (ando) o coração

No final da ponte,
As horas não param
E o coração se atemporaliza

Pelo caminho gotejado,
As pegadas se apagam
Mas há abrigo sob o guarda-chuva

Nem sinal de luz
As nuvens estão encharcadas
A vida parece fria e gris

O coração se ajeita,
Enquanto a chuva beija a natureza
E o verde, de repente, contorna a esperança.

2 respostas a “O guarda-chuva”

  1. Avatar de Solange Ribeiro
    Solange Ribeiro

    Uma delícia de poema para esses dias chuvosos!!parabéns

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  2. ‘E o verde, de repente, contorna a esperança’… lindo!

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