Poesia da dor

E essa coisa louca, hein? De ser o que não sou, de me rasgar em pedaços e de odiar tudo, todos, a todo momento? De morada feita na minha mente sobre jogar minha carne abaixo e elevar minha inconsciência aos vastos vales inexistentes do universo? Sobre como dói ter sorrisos que não existem mais na minha face, e que ainda mostro por aí porque assim eu me escondo bem? De ter tanta dor que não me aguento mais em minhas pernas, e então busco as pernas inebriadas nas altitudes de nuvens quentes e escuras? E sobre esse desejo doido de me esconder no paraíso silencioso e latente de início, que agora ruge tão ensurdecedoramente que quase não escuto as vozes da minha sanidade? E isso? Como faz? O que eu faço?

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