Editorial

  • Ane e o Canalha

    Ane e o Canalha

    Tem motivo pra me chamar de canalha. Mas um canalha bem disposto e que sabe o que quer. Ou justamente por não ter essa divisão de certo e errado bem dividida na cabeça acaba por falar demais. Isso é viver? Chamaria assim, pois adjetivos, pronomes, numerais e substantivos faltam, mas vírgulas sobram. A vida deveria…

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  • Girassol

    Girassol

    E como é falar de uma flor Uma rosa, tulipa, orquídea… E em que jardim se encontra? Em que estação está mais bonita? Se gosta da chuva e do sol, porém Se se rebela contra mãos em espinhos, Se sua natureza a faz mais colorida, Às vezes murcha Às vezes sem cor Às vezes Mas…

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  • Formigas não sabem nadar

    Formigas não sabem nadar

    Mas boiam. E isso assusta. Muito. Não há nada que segure um formigueiro, já vi de tudo no youtube, todas as receitas possíveis: Fumaça, fumo curtido no álcool, bicarbonato de sódio com vinagre, aliás , vinagre combina com tudo, tem estudo dizendo que vão levar pro espaço com a finalidade de testarem a reconstituição da…

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  • Poemas Selecionados

    Poemas Selecionados

    Adormeço No silêncio das lembrançasQue tardam e se exaltam Um idílioNum obscuro momentoUm esquecimentoEm um, vão e traiçoeiro, pensamento Refazer, reconstruirTentar, voltarJá não há. Ou há? Ah, o tal amor… Ah, o tal amor…É aquele que corroí cada pulsar do que somosÉ aquele que se esconde no coração dos humanosÉ aquele que nos faz feliz,…

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  • O diálogo da infelicidade em um cotidiano desperdiçado

    Certo dia, andando pela rua observei o rosto das pessoas e percebi o quão fechada e triste eram as suas expressões. Observando toda essa melancolia e esse ar altivo que escorria daquelas fisionomias incompletas, alteradas e insones, pensei: Firmamo-nos em metas complexas e quando percebemos a impossibilidade de conseguirmos, frustramos. Corremos rápido demais, desejamos muito…

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  • Memória Olfativa

    Memória Olfativa

    Uma quinta-feira morna, apesar de ser maio. Já era perto de meio-dia. Trabalhando há algumas horas enfurnado no meu escritório, agora perturbado pelo barulho da rua à frente em maior movimentação, decido sair um pouco. Caminhar, ir atrás de comida. Ao abrir a porta do apartamento, me deparo com um par de olhos à altura…

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  • O Bosque dos Ipês Amarelos

    O Bosque dos Ipês Amarelos

    Pedro caminhava devagar pela calçada antiga. Até o grande e velho portão de pedra, eram mais ou menos setecentos metros e, às duas horas da tarde, o sol escondia-se do outro lado do muro que acompanhava a calçada e, como era domingo, só alguns carros passavam na rua. Pedro esperou e planejou por vários meses…

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  • O trem da meia-noite

    O trem da meia-noite

    O trem da meia-noite vinha apitando e estrondando nos trilhos, ela ouvia nitidamente. E isso ficava o quê? Uns 3 km de onde ela estava! Não era incômodo, mesmo assim, ela ouvia. Durava no máximo 2 minutos. O trem apitava porque era um cruzamento perigoso, sob um viaduto, mal iluminado, cruzando com uma via de…

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  • Hugo Penna – 01

    Hugo Penna – 01

    05/01/2021, 21:46 Eu quero sonhar com pássaros mais uma vez. Uma vez eu sonhei com passarinhos. Eram aves incontáveis, coloriam o céu e algumas delas tinham penas douradas ou brilhavam. Elas subiam ao sino de uma igreja solitária, cantavam o seu canto onírico e faziam seu voo descompromissado. Nesse instante parecia que o tempo havia…

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  • As Três Faces da Raiva

    As Três Faces da Raiva

    A Academia Valparaisense de Letras busca, cada vez mais, estar próxima das realidades sociais que dão significado à vida pulsante na construção da cidadania. As vozes que ecoam os desejos e sonhos poéticos de cada membro da Academia, na imortalidade das palavras que os constituem, ganham forma a cada novo projeto literário. A Literatura é…

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